É a Odontologia voltada para o adolescente
A adolescência é um período de profundas transformações, quando são revistos e consolidados valores e atitudes, requerendo, portanto, atenção e linguagem especiais. Nesse momento, geralmente o jovem se sente adulto e se entristece quando é tratado como criança. Ao mesmo tempo, fica angustiado quando se sente criança e lhe são exigidos comportamentos adultos. A palavra hebe, em grego, significa juventude. Em razão disso, a “hebiatria” destina-se ao estudo da juventude. Portanto a odontohebiatria direciona e insere o adolescente, na faixa etária de 10 a 20 anos de idade, num programa educativo preventivo e curativo, enfocando, quando necessário, os aspectos estético e cosmético tão valorizados nessa fase, levando em consideração que o direcionamento e o apoio nessa etapa são inestimáveis, pois estaremos contribuindo para a formação de uma geração saudável no conceito mais amplo da palavra. A odontologia voltada para o adolescente requer algo mais que técnico-científico, uma vez que se ocupa de um indivíduo passando por intensas modificações biológicas, psicológicas e sociais. Temos que desenvolver uma linguagem específica e um tratamento adequado aos seus anseios. Devem-se respeitar suas necessidades específicas em relação à própria linguagem e modificações comportamentais, estimulando um modelo de promoção da saúde associado à valorização do sorriso em saúde pública.
"A odontologia tem um toque divino, sua missão construir sorrisos, sua dádiva elevar a auto-estima,seus praticantes são anjos que desceram a terra a mando do criador, para zelar por aquilo que Deus fez de mais lindo, o sorriso."
domingo, 24 de julho de 2011
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Bruxismo diurno atinge uma em cada cinco pessoas!
"O bruxismo, hábito de apertar e ranger os dentes é comum em cerca de 15% das pessoas. Esses pacientes podem sofrer fortes dores de cabeça, desgaste dos dentes e distúrbios da articulação mandibular. As causas deste problema podem ser a tensão emocional e o fechamento inadequado da boca."
Dores de cabeça, estalos na articulação localizada entre a mandíbula e o crânio, cansaço dos músculos do rosto, tensões musculares na face, pescoço e ombros, prejuízos aos ouvidos como o zumbido, desgaste excessivo e fratura dos dentes são apenas alguns dos sintomas do bruxismo.
— O bruxismo pode ser definido como uma atividade involuntária da musculatura responsável pela mastigação que causa sérios danos a saúde — explica Gerson Köhler, especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial.
O especialista esclarece que existem dois tipos de bruxismo — o que ocorre somente durante a noite, denominado bruxismo do sono — e o que acontece durante o dia — chamado de bruxismo da vigília.
— O paciente pode sofrer tanto com o bruxismo do sono quanto com o bruxismo de vigília. Dados divulgados em pesquisa recente indicam que o bruxismo diurno pode afetar uma em cada cinco pessoas, ou seja, 20% da população em geral têm bruxismo quando estão acordados — ressalta.
O estudo foi produzido por pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá, em conjunto com o Centro de Estudo do Sono do Hospital Sacré-Coeur, também de Montreal, e com a Faculdade de Odontologia da Universidade de Toronto.
— É um texto considerado clássico e bem atualizado que traz informações importantes acerca do bruxismo. O objetivo é discutir a relação entre os mecanismos da atividade rítmica da musculatura mastigatória e suas interações com a fisiologia do sono — aponta Köhler.
Foram analisados outros fatores, como os processos neuroquímicos associados à musculatura facial durante o sono e as inter-relações de fatores cognitivos comportamentais, como ansiedade e estresse, com o bruxismo do sono.
— O bruxismo do sono tem sua frequência reduzida conforme a idade. Dos que sofrem com o problema 14% são crianças, 8% são adultos e 3% são pessoas com idade superior a 60 anos. O excesso de força da musculatura mastigatória é verificado no início do sono, com a ocorrência de cinco a seis episódios por hora de sono. Esta movimentação é detectada por exames que inclui a polissonografia — acrescenta o especialista.
Durante o sono é normal ocorrer atividades da musculatura mastigatória, sendo que 60% das pessoas têm movimentos de uma a duas vezes por hora de sono. Já quem sofre com o bruxismo do sono possui três vezes mais movimentação e com intensidade mais forte.
— Os apertamentos e rangidos incomodam tanto os portadores, que sofrem com as consequências, quanto quem dorme ao lado, pois a força é tão intensa que é possível ouvir a movimentação. Esta é uma alteração complexa e muito destrutiva para as articulações que compõe a mandíbula e os dentes — observa.
As causas do bruxismo não são completamente conhecidas e o que já se sabe é que o problema está relacionado ao mau alinhamento dos dentes, perdas dentárias e principalmente disfunção e sobrecarga dos músculos envolvidos na mastigação.
— O tratamento depende das causas e do período em que o bruxismo ocorre — se durante o dia ou à noite. Uso de placas interoclusais, tratamentos odontológicos, ortodônticos e exercícios físicos são alguns dos tratamentos indicados para os portadores que devem procurar um especialista para avaliar o caso — recomenda.
Dores de cabeça, estalos na articulação localizada entre a mandíbula e o crânio, cansaço dos músculos do rosto, tensões musculares na face, pescoço e ombros, prejuízos aos ouvidos como o zumbido, desgaste excessivo e fratura dos dentes são apenas alguns dos sintomas do bruxismo.
— O bruxismo pode ser definido como uma atividade involuntária da musculatura responsável pela mastigação que causa sérios danos a saúde — explica Gerson Köhler, especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial.
O especialista esclarece que existem dois tipos de bruxismo — o que ocorre somente durante a noite, denominado bruxismo do sono — e o que acontece durante o dia — chamado de bruxismo da vigília.
— O paciente pode sofrer tanto com o bruxismo do sono quanto com o bruxismo de vigília. Dados divulgados em pesquisa recente indicam que o bruxismo diurno pode afetar uma em cada cinco pessoas, ou seja, 20% da população em geral têm bruxismo quando estão acordados — ressalta.
O estudo foi produzido por pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá, em conjunto com o Centro de Estudo do Sono do Hospital Sacré-Coeur, também de Montreal, e com a Faculdade de Odontologia da Universidade de Toronto.
— É um texto considerado clássico e bem atualizado que traz informações importantes acerca do bruxismo. O objetivo é discutir a relação entre os mecanismos da atividade rítmica da musculatura mastigatória e suas interações com a fisiologia do sono — aponta Köhler.
Foram analisados outros fatores, como os processos neuroquímicos associados à musculatura facial durante o sono e as inter-relações de fatores cognitivos comportamentais, como ansiedade e estresse, com o bruxismo do sono.
— O bruxismo do sono tem sua frequência reduzida conforme a idade. Dos que sofrem com o problema 14% são crianças, 8% são adultos e 3% são pessoas com idade superior a 60 anos. O excesso de força da musculatura mastigatória é verificado no início do sono, com a ocorrência de cinco a seis episódios por hora de sono. Esta movimentação é detectada por exames que inclui a polissonografia — acrescenta o especialista.
Durante o sono é normal ocorrer atividades da musculatura mastigatória, sendo que 60% das pessoas têm movimentos de uma a duas vezes por hora de sono. Já quem sofre com o bruxismo do sono possui três vezes mais movimentação e com intensidade mais forte.
— Os apertamentos e rangidos incomodam tanto os portadores, que sofrem com as consequências, quanto quem dorme ao lado, pois a força é tão intensa que é possível ouvir a movimentação. Esta é uma alteração complexa e muito destrutiva para as articulações que compõe a mandíbula e os dentes — observa.
As causas do bruxismo não são completamente conhecidas e o que já se sabe é que o problema está relacionado ao mau alinhamento dos dentes, perdas dentárias e principalmente disfunção e sobrecarga dos músculos envolvidos na mastigação.
— O tratamento depende das causas e do período em que o bruxismo ocorre — se durante o dia ou à noite. Uso de placas interoclusais, tratamentos odontológicos, ortodônticos e exercícios físicos são alguns dos tratamentos indicados para os portadores que devem procurar um especialista para avaliar o caso — recomenda.
Rindo à toa!
Conheça as novidades e as melhores técnicas da odontologia estética para conquistar dentes mais fortes, brancos e bonitos.
Invisalign System
É o mais discreto aparelho ortodôntico. O dentista encaminha o prontuário do paciente e o molde da boca para a empresa Align Technology, nos Estados Unidos. Lá, as informações são lidas por um computador com tecnologia 3D, capaz de prever como os dentes vão se movimentar a cada duas semanas. O paciente, então, recebe em casa uma caixa com várias moldeiras de acrílico, cujo uso é definido pelo programa. "Só são indicadas para corrigir pequenas falhas", diz o dentista Fábio Bibancos, de São Paulo. O tratamento leva até dois anos e custa cerca de 4 mil dólares.
É o mais discreto aparelho ortodôntico. O dentista encaminha o prontuário do paciente e o molde da boca para a empresa Align Technology, nos Estados Unidos. Lá, as informações são lidas por um computador com tecnologia 3D, capaz de prever como os dentes vão se movimentar a cada duas semanas. O paciente, então, recebe em casa uma caixa com várias moldeiras de acrílico, cujo uso é definido pelo programa. "Só são indicadas para corrigir pequenas falhas", diz o dentista Fábio Bibancos, de São Paulo. O tratamento leva até dois anos e custa cerca de 4 mil dólares.
Mini aparelho auto ligado
Ele apresenta os mesmos braquetes do aparelho convencional. "A diferença é que as peças são menores e dispõem de travas - elas dispensam os elásticos que seguram o arco, o fio metálico que passa pelos braquetes, permitindo a movimentação dentária", explica Fábio Bibancos. Outra vantagem da técnica é que o intervalo entre as consultas pulou de 30 para 60 dias, já que não há mais elásticos para apertar. Em média, o tratamento dura de seis meses a um ano e o custo do aparelho varia de 2 mil a 3 mil reais.
Fragmentos de porcelana
O tratamento é artesanal: consiste em colar pequenos pedaços de porcelana para aumentar o tamanho, modificar o formato ou reduzir o vão entre os dentes. Segundo o dentista Marcelo Kyrillos, do Ateliê Oral, em São Paulo, também é uma boa opção para corrigir o desgaste excessivo dos caninos. "A vantagem dos fragmentos em relação às facetas de porcelana é que eles esculpem' o sorriso sem ter que desgastar o dente natural com a broca. Por outro lado, as facetas permitem correções maiores, como esconder dentes quebrados, com muitas obturações ou escuros, que não clareiam com os métodos convencionais", diz o especialista. A correção de um dente com fragmentos custa, em média, 3 mil reais.
O tratamento é artesanal: consiste em colar pequenos pedaços de porcelana para aumentar o tamanho, modificar o formato ou reduzir o vão entre os dentes. Segundo o dentista Marcelo Kyrillos, do Ateliê Oral, em São Paulo, também é uma boa opção para corrigir o desgaste excessivo dos caninos. "A vantagem dos fragmentos em relação às facetas de porcelana é que eles esculpem' o sorriso sem ter que desgastar o dente natural com a broca. Por outro lado, as facetas permitem correções maiores, como esconder dentes quebrados, com muitas obturações ou escuros, que não clareiam com os métodos convencionais", diz o especialista. A correção de um dente com fragmentos custa, em média, 3 mil reais.
domingo, 12 de junho de 2011
Um dia mais que especial!
Dia 12 de junho dia dos namorados!!!
Claro que o Dia dos Namoradosnão se relaciona somente com a troca de presentes. É o momento de comemorar o amor, o respeito, o carinho e festejar o tempo de união dos amados. Pode também ser um momento para pensar no valor do relacionamento e naquilo que ainda deve ser melhorado. Tempo para valiar e refletir! Tempo para continuar a revigorar o relacionamento e construir. Tempo de gestos de amor e surpresas. Tempo para pensar o quanto o outro é importante e como ocupa um grande espaço em nossa vida. Tempo de planejar juntos a vida à dois.
O Dia dos Namorados é um momento para transpor toda positividade do relacionamento para ações e gestos. Não é somente dar presentes! É a ocasião ideal para gestos românticos e surpreendentes, de mostrar e deixar claro o quanto o outro é importante para nós! Tempo do amor! Também é para relembrar o quão romântico os amantes podem ser! Para mostrar que um relacionamento pode ser alicerçado no companheirismo, na amizade, no amor e ainda no lado amante do casal! Tudo isso e muito mais! Cada relacionamento é único e, ao mesmo tempo, todos esses conservar a fórmula elementar de tudo: O AMOR. ;)
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Tópico 10.
Duvulgação:
Daiana de Sousa: daianadesousasilva.blogspot.com
Layanna Leite: layannaleite.blogspot.com
Lívia Karynne: liviakarynneliva.blogspot.com
Emmanuel Augusto: emmanuelaugusto-odontologia.blogspot.com
Alécia Andrade: aleciaandrade15.blogspot.com
Thayne Andrade: thayneandrade.blogspot.com
Priscila Nunes: priscilanunesn.blogspot.com
Alice Bezera: liccesbezerra.blogspot.com
Eduardo Sérgio: eduardosergiosampaio.blogspot.com
Kauê Rodrigues: kauerodonto.blogspot.com
Raquel Alencar: raquelasf.blogspot.com
Raquel Alencar: raquelasf.blogspot.com
Meu Artigo
CÂNCER BUCAL (CARCINOMA EPIDERMOIDE) E SEUS ASPECTOS GENÉTICOS-AMBIENTAIS
Kaelly Lima de Araujo[1]
Flavio Furtado Farias[2]
RESUMO: Trata-se de um levantamento bibliográfico a respeito das manifestações neoplásicas craniofacias, em especial do câncer bucal, visto que este dar-se em incidência relevante e que muitas vezes gera danos não só físicos mas também psiquicos. De acordo com estudos anteriores, o cancer bucal é o mais frequente na região da cabeça e pescoço, exetuando-se o câncer de pele. Buscou-se abordar a referida temática em todos os seus âmbitos, porém, deu-se ênfase em seus aspectos causais, ou seja, geneticos-ambientais. O objetivo de estudo está em refletir teoricamente sobre as neoplasias craniofacias, e em especial, sobre o cancer bucal em uma ótica genética. Assim, realizou-se este estudo bibliográfico, a partir da base de dados do Instituto Nacional do Cancer – INCA e de outras referências que tratam desta temática. Prentendemos, através deste, fornecer subsídios teóricos para eventuais estudos na respectiva área em questão.
PALAVRAS-CHAVES: Câncer bucal, fatores genéticos, fatores ambientais.
INTRODUÇÃO
O câncer bucal é considerado como um dos maiores problemas de saúde pública, em muitas partes do mundo e, inclusive, no Brasil (INCA, 2008). Este define-se como as demais neoplasias malignas, como uma doença crônica multifatorial, resultante da interação dos fatores etiológicos que afetam os processos de controle da proliferação e crescimento celular. Esse processo está aliado às alterações nas interações entre as células e seu meio ambiente.
Os carcinomas de cabeça e pescoço correspondem a 10% dos tumores malignos e daqueles, aproximadamente, 40% se manifestam na boca, este podendo ser considerado o câncer mais comum da região da cabeça e pescoço excluindo-se o câncer de pele (ANTUNES & BIAZEVIC, 2009).
De acordo com o INCA (2011), a estimativa de casos novos de câncer de boca para o ano de 2010 foi de 14.120, sendo 10.330 em homens e 3.790 em mulheres. E no ano de 2008 houveram 6.214 mortes devido a este câncer, sendo 4.898 em homens e 1.316 em mulheres.
Para Sena (2001) e Robinson (2006), os principais fatores etiológicos são fumo, álcool, radiação solar, dieta, microrganismos e deficiência imunológica. A carcinogênese bucal envolve uma rede complexa de fatores dependentes das variações individuais em resposta a um potencial conhecido ou desconhecido.
METODOLOGIA
Trata-se de um levantamento bibliográfico a respeito das manifestações neoplásicas craniofacias, em especial do câncer bucal.
Para tanto, buscou-se no banco de dados/portal do Instituto Nacional do Câncer – INCA as publicações que auxiliariam a compor a pesquisa bibliográfica acerca da temática em questão.
Ainda como referencial teórico foram utilizados livros e textos que tratavam da temática citada.
Os dados coletados foram selecionados e interpretados, e logo em seguida deu-se a reflexão crítica do referencial teórico selecionado.
O CÂNCER
O câncer, de modo geral, é uma doença genética das células somáticas, originando-se apenas em células específicas, o que a difere das demais doenças cromossômicas, monogênicas e multifatoriais, cuja anormalidade genética se encontra no DNA de todas as células do organismo, inclusive os gametas, podendo estas ser transmitidas de forma vertical, o que no caso do câncer não acontece (Marta, 2007).
Há, porém, a possibilidade (muito rara) de uma eventual alteração em células germinativas e esta podendo ser transmitida à prole, não como um câncer, mais como um fator predisponente (Robinson, 2006).
Todo a câncer humano resulta de mutações no DNA, o que o torna a doença genética mais comum.
O COMPLEXO GENÉTICO-AMBIENTAL
De acordo com Cutrim (2003) em relação aos determinantes ambientais, o tabaco e as bebidas alcoólicas são apontados como os fatores de risco mais significativos para o desenvolvimento do câncer bucal. A exposição prolongada à radiação solar e a produtos químicos carcinogênicos, além de alguns microrganismos, também, são considerados fatores relevantes.
Para Robinson (2006), apenas uma pequena fração de indivíduos expostos aos fatores de risco desenvolver a doença sugere que existam diferenças individuais na suscetibilidade aos agentes ambientais. Tais diferenças podem ser identificadas em quase todas as etapas da carcinogênese, desde a capacidade de metabolizar carcinógenos até a inativação somática ou germinativa de genes supressores de tumor.
Já no que toca aos fatores genéticos, células normais apresentam uma regulação, genética, muito precisa do seu crescimento. Esse controle genético é exercido por duas classes de genes específicos: os proto-oncogenes (regulam o crescimento e diferenciação celular normal) e os genes supressores de tumor (inibem o crescimento anormal das células). Os proto-oncogenes podem ser ativados de várias maneiras: por mutação pontual, ampliação gênica, translocação cromossômica e ativação retroviral; já os genes supressores de tumor podem ter sua função perdida ou alterada por deleção ou por mutação pontual, contribuindo para o desenvolvimento do câncer (Robinson, 2006).
Às vezes, algumas células escapam desse processo regulador e passam a crescer e a dividir-se descontroladamente. A passagem para esse crescimento desregulado chama-se neoplasia, e o conjunto de células resultantes, que entram em tal desordem e perdem suas funções passa a denominar-se de tumor; este podendo vir a malignização, que resulta frequentemente de mutações em genes que controlam a multiplicação celular. A transformação maligna de uma célula se dá numa série progressiva de eventos, por meio do acúmulo de mutações nos genes que controlam o crescimento e as diferenciações celulares (Robinson, 2006).
CARCINOMA EPIDERMOIDE
A grande maioria dos tumores malignos da cavidade bucal é constituída pelo carcinoma epidermóide, que se classifica como: bem diferenciado, moderadamente diferenciado e pouco diferenciado (INCA 2001).
Para Lima (1995), o carcinoma epidermóide possui causa multifatorial, sendo elas extrínsecas e intrínsecas. Dentre os fatores extrínsecos pode-se destacar a radiação solar, pois esta apesar de ser um fator ambiental está intimamente relacionada ao desencadeamento de alterações intrínsecas complexas; este mecanismo dar-se da seguinte maneira, a radiação e absorvida pelo DNA, produzindo dímeros de pirimidina, que promovem o erro no processo de reparação celular e também mutações no gene TP53. Tais mutações impedem a remoção, por meio apoptose, das células danificadas pela radiação UV, e leva à imunossupressão pela liberação de citocinas local e sistemicamente, pela modificação de antígenos presentes nas células da pele e pela indução dos linfócitos T supressores.
SINTOMATOLOGIA
De acordo com Mauad (2000), o câncer bucal pode se manifestar sob a forma de feridas na boca ou no lábio que não cicatrizam em uma semana. Outros sintomas são ulcerações superficiais, com menos de 2 cm de diâmetro, indolores (podendo sangrar ou não), manchas esbranquiçadas ou avermelhadas nos lábios ou na parte interna da boca, caroços, inchaços, áreas de dormência, sangramento sem causa conhecida e dor na garganta que não melhora.
Em estágio avançado da doença, pode surgir dificuldade para falar, mastigar e engolir, emagrecimento acentuado, dor e caroço no pescoço. O câncer bucal, geralmente, é assintomático nos seus estágios iniciais, podendo confudir-se com condições benignas comuns da boca.
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
O diagnóstico, geralmente dar-se através do exame de toda a cavidade bucal, que deve ser feito de maneira metódica para que todas as áreas sejam analisadas e seja possível a identificação de próteses dentárias ou outras prováveis causas de trauma contínuo. As lesões mais posteriores da cavidade bucal, por vezes, necessitam de visualização com o auxílio de instrumentos ou por espelho para a avaliação de sua extensão. A palpação das cadeias linfáticas cervicais completará o exame, sendo importante a determinação do tamanho dos linfonodos (Castro, 2002).
De acordo com o INCA (2001), a escolha do tratamento dar-se por meio do Sistema de Estadiamento – Extensão da doença.
O sistema de estadiamento são avaliações clínicas baseadas na melhor determinação possível da extensão da lesão antes do tratamento. Dependendo do local e extensão do tumor primário e do status dos linfonodos cervicais, o tratamento do câncer da cavidade bucal pode ser cirúrgico, radioterápico, ou uma combinação de ambos. A cirurgia para ressecção dos tumores primários deve incluir sempre toda a lesão tumoral e uma margem de tecido livre de tumor em todas as dimensões. A radioterapia de lesões extensas deve incluir também as cadeias de drenagem linfáticas, mesmo quando clinicamente elas não estejam acometidas.
Assim, as opções de tratamento vão variar de acordo com o estádio clínico das lesões, sendo: Estádio I: O tratamento preferencial é cirúrgico, que corresponde à ressecção da lesão com margens de pelo menos 1 cm. Estádio II: O tratamento preferencial também é cirúrgico, com ressecção da lesão com margens de pelo menos 1cm. Estádio III: A cirurgia é o tratamento preferencial e consiste de ressecção completa da lesão com margens de no mínimo 1cm e associada ao esvaziamento cervical supra-omohióide em casos de pescoço clinicamente negativo. A radioterapia deve ser usada como tratamento complementar, em casos de pescoço positivo ou lesão primária. Estádio IV: A cirurgia é o tratamento preferencial e consiste de ressecção completa da lesão com margens de no mínimo 1 cm e associada ao esvaziamento cervical supra-omohióide em casos de pescoço clinicamente negativo. A radioterapia deve ser usada como tratamento complementar. A radioterapia exclusiva pode ser indicada em pacientes considerados inoperáveis, como paliação.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pôde-se perceber que o cancer bucal, dar-se de forma expressiva dentro os que permeiam as regiões da cabeça e pescoço, e que o mesmo, liga-se intimamente a fatores ambientais, e é por tal fato, que a sua prevenção pode dar-se de maneira efetiva e direta.
Viu-se ainda que a sua detecção precoce deve ser uma busca constante, pois, uma das ações “ouro” para tal é o exame bucal, realizado de forma minuciosa e precisa. Acredita-se que o diagnóstico precoce de lesões bucais pode simplificar o tratamento e melhorar o prognóstico do paciente.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Antunes JLF, Biazevic MGH; Câncer bucal. In: Antunes JLF, Peres MA. Epidemiologia da saúde bucal. Editora Artmed; Porto Alegre; 2009; Pag. 180-92.
Barros L, Fracalossi AC, Lyrio M, Souza L. Câncer de palato: o envolvimento do cirurgião-dentista no preparo para braquiterapia. Revista de Odontologia UEFS. 2002;4(1);71-9.
Castro RM, Dezotti M, Azevedo L, Aquilante A, Xavier CR. Atenção odontológica aos pacientes oncológicos antes, durante e depois do tratamento antineoplásico. Rev Odontol UNICID. 2002;14(1):63-74.
Cutrim MCFN, Reis FS, Valois EM, Lopes FF. Nível de conhecimento dos cirurgiões-dentistas sobre o câncer de boca na rede pública da cidade de São Luís-MA. Rev Odont Ciênc. 2003;19(45):270-4.
Grimaldi N, Sarmento V, Provedel L, Almeida D, Cunha S. Conduta do cirurgião-dentista na prevenção e tratamento da osteorradionecrose: revisão de literatura. Revista Brasileira de Cancerologia 2005; 51(4): 319-324.
Instituto Nacional de Câncer; Ministério da Saúde. Estimativas da incidência e mortalidade por câncer no Brasil 1999. Rio de Janeiro; 2008. Disponível em: http://www2.inca.gov.br/ . Acesso: 19/05/11
Instituto Nacional do Câncer - INCA. Carcinoma epidermóide da cabeça e pescoço. Revista Brasileira de Cancerologia, 2001, 47(4): 361-76.
Instituto Nacional do Câncer – INCA; Home Page. Disponível em: http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/boca/. Acesso: 18/05/11.
Lakatos EV, Marconi MA. Pesquisa. In________. Fundamentos da metodologia científica. 6ª edição. Editora Atlas. Pag. 169-71.
Lima AAS, França BHS, Ignácio SA, Baioni CS. Conhecimento de alunos universitários sobre câncer bucal. Revista Brasileira de Cancerologia 2005; 51(4): 283-288.
Lima RA, Freitas EQ, Kligerman J, et al. Análise dos fatores prognósticos no carcinoma epidermóide avançado da laringe T3, T4/N0. Rev Bras Cir Cabeça Pescoço 1995;19:47-51.
Marta GN, Bergamasco VD, Rodrigues ML, Cerávolo FP, Landman G, Kowalski LP, Carvalho AL. Melanoma de mucosa oral. Revista Brasileira de Cancerologia 2007; 53(1): 35-39.
Mauad EC, Gomes UA, Gonçalves MA, Hidalgo GS, Almeida JRW, Boldrini D. Melanoma de mucosa oral, genital e anorretal. Revista Brasileira de Cancerologia 2000;46(2):173-77.
Robinson WM, Borges-Osório MR; Manifestações craniofaciais das neoplasias. In:________. Genética para odontologia. Editora Artmed; Porto Alegre; 2006. Pag. 211-28.
Sena C, Souza F, Morais L, Pinto L, Melo N; Protocolo de conduta para tratamento de pacientes portadores de câncer bucal que realizarão radioterapia. FOA. 2001;3(1):6
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